A Ética da transparência

Revista Flash nº30

Na República do Presidente Lula, tem lugar mistérios que só se encontravam nos tempos da Ditadura.

 

Em maio de 2003 noticiou-se na “Folha” e no “Estado de São Paulo”, que um contador do Grupo Morganti, revelara que tinha transferido para contas no exterior, no ano de 1.994, a impressionante quantia de  4 milhões de dolares,para nínquem menos do que o Ministro da Justiça Márcio Thomás Bastos.  O Dinheiro seria parte do pagamento de honorários advocatícios pela defesa que o Advogado, agora Ministro, teria feito de Ivo Morganti, herdeiro do grupo acusado de matar o próprio Pai.

Indagado, o Ministro disse que tinha pedido a intervenção da Polícia Federal, pois estava sendo vítima de extorsão.   Dois dias depois o escândalo tinha sumido dos jornais.   Os jornalistas perderam subitamente a curiosidade, o Contador não foi processado por calúnia, a Polícia Federal não instaurou Inquérito e o Sorridente Ministro, escolhido para a pasta por sua proximidade com a cúpula do P.T., passou incólume pelo corte da reforma ministerial deste início de ano.

Ricardo Azevedo Leitão